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4 de Junho de 2008


31. «O tribunal cível de Lisboa deu provimento a uma providência cautelar da associação ANIMAL, que pretendia impedir a emissão da 44.ª Corrida TV, este domingo à tarde, na RTP.
A decisão judicial obriga o canal público de televisão a passar a tourada apenas depois das 22h30 e com um aviso sobre a violência das imagens»

Mais
«O juiz impõe ainda à RTP que exiba «um indicativo visual apropriado que indique que as touradas são programas violentos susceptíveis de influir negativamente na formação da personalidade de crianças e adolescentes» durante a emissão da tourada.»
in Jornal Sol, 4 Junho 2008

Finalmente começamos a dar sinais de humanidade racional.

14 de Maio de 2008

30. Por falar em fábula

"Quando Nossa Senhora apareceu à Lúcia e aos seus primos Francisco e Jacinta, com solicitude maternal previa as feridas e contradições da nossa época. Não foi por acaso que apareceu nos começos de um século ensanguentado pela loucura de duas Guerras Mundiais, marcado por nacionalismos exasperados, por ideologias ateias e materialistas, que procuraram sufocar a luz da Fé no coração dos homens, no decorrer de sucessivas gerações.
(...)
Estende-se até aos nossos dias esta sombra escura de suspeita acerca de Deus e da sua obra. Até ao presente continua esta «apostasia da Fé» – como a definiu o Papa João Paulo II – que progressivamente comprometeu e contagiou a nossa Europa cristã, que sempre ofereceu ao mundo, ao longo dos séculos, uma cultura rica em humanidade, criativa, respeitadora do Homem e da sua altíssima dignidade de filho de Deus e irmão de Cristo.
(...)
À silenciosa ou manifesta «apostasia da Fé» – há também a «apostasia da razão» – a Virgem Maria não contrapõe as vazias palavras do mundo ou a mentira de uma nova ideologia, mas propõe novamente Cristo, e Cristo Crucificado (cf. 1 Cor 1,23), escândalo para os bem pensantes de cada época, loucura para os sábios da terra, mas Luz santa e amiga para quem acredita e para quem, acreditando, presta a mais bela homenagem também à sua Razão, sedenta de Verdade e aberta ao conhecimento de Deus.
(...)
Fátima é uma escola da Verdade porque nos defende das fábulas e nos ensina a encarar e a interpretar a realidade com o coração de Deus.
(...)
Nossa Senhora indica os princípios não negociáveis, dos quais inevitavelmente se deve partir para fundar uma correcta convivência, civil e cristã. A vida; a família; o matrimónio, como união estável e fiel de um homem e de uma mulher, e não de qualquer outro modo; a caridade concreta; a dignidade pessoal, estendida a todos os momentos e a todas as dimensões da existência."


Homilia proferida pelo senhor Cardeal José Saraiva Martins, Fátima, 13 de Maio de 2008

Antes de mais uma curiosidade. Afinal há duas razões. A da fé, que se escreve com maiúscula e que rima com verdade também com maiúscula e uma outra, minúscula ao que parece.


De todo o discurso ou homilia ressalta porque aviltante o dito princípio, visão ou verdade inegociável, que não resisto a perguntar se será inclusiva ou apenas e tão só humilde, segundo a qual devemos (ou pelo menos o crente deve) recusar ao outro a diferença (que dignidade? Que razão?).


Mas porque é que a Igreja católica teima em tentar regular sistematicamente o material, o civil?


É esta teimosia, na visão fabulosa de uma Europa cristã na qual é bom diabolizar permanentemente a razão e o conhecimento; em que se vende um ateu, fardado de materialista, como o ser empenhado numa cruzada cega pela dita apostasia da fé; em que nos tentam subjugar à visão 'iluminada' de uns óculos de lentes grossas e medievais, que fará desta Igreja uma verdadeira historieta para os meus netos.

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